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A importância da avaliação psicológica para salvar vidas nas estradas
Dirigir parece ser apenas uma questão de habilidade técnica: dominar o veículo e conhecer as leis, mas o trânsito é, acima de tudo, um ambiente de interação humana. Quem está ao volante leva consigo emoções, estresse, pressa e limites cognitivos. E é aí que entra a Psicologia do Tráfego.
Ao contrário do que muitos pensam, a avaliação psicológica (o popular psicotécnico) não existe apenas para cumprir tabela na hora de tirar a CNH. Ela é uma ferramenta científica obrigatória e legal da Psicologia do Tráfego. É uma etapa fundamental para identificar, nos condutores, algumas patologias e se existe riscos como ansiedade, impulsividade, depressão, comportamentos perigosos que possam impactar diretamente na segurança viária.
A área da Psicologia do Tráfego está em constante atualização. Recentemente, a Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (Apaf) do Conselho Federal de Psicologia (CFP), aprovou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) dedicado à revisão das normas da Psicologia do Tráfego. O objetivo é atualizar e fortalecer com fundamentação jurídica e científica essa área de atuação, alinhando tanto as resoluções internas do CFP, quanto as demais legislações externas que regem a atuação dos psicólogos especialistas no tráfego e em mobilidade.
A pretensão é garantir que a avaliação seja cada vez mais precisa e justa, focando no que realmente importa: garantir que quem assume a direção, tenha condições não apenas físicas, mas mentais e emocionais de cuidar da própria vida e da vida dos outros. Trânsito seguro se faz com técnica, mas também com equilíbrio emocional.
O Conselho Estadual de Trânsito da Paraíba (Cetran-PB) é o órgão responsável por normatizar, fiscalizar e julgar questões de trânsito no nosso Estado. Dentre tantas funções, ele julga casos em que o motorista foi reprovado definitivamente nos exames médicos ou psicológicos. Quando um recurso é aceito, o Cetran designa a junta especial de saúde, uma comissão examinadora compostas por médicos do tráfego e psicólogos do trânsito para reavaliar a saúde física ou mental de candidatos à carteira de motorista.